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sábado, abril 21, 2007

Um querer que graça e engraça

Quero ser o suor no sono que umedece a tua intimidade pra sentir forte o odor dos teus anelos. Quero ser a noite vasta que despenca sobre tua tez clara e afoga-te em quereres, carências, malícias e sortilégios. Quero vagar livre entre o lençol e teus contornos, tocando-te em sutilezas que nem mesmo o espelho poderá revelar-te quando te estenderes inteiro em frente à sua lâmina na luz intensa de cada manhã. Quero ser a porra pegajosa que te gruda os pêlos e emprenha-te de suspiros e emoções. Quero o brilho dos teus olhos a reluzir no sorriso perdido que dou enquanto velo-te o descanso. Quero ser Tereza, Sônia ou Carla, Antonio, Marcos ou João. Quero ser qualquer que te tire do comum das horas. Quero ser qualquer, qualquer um, no desespero das tuas ardências, nas urgências dos teus devaneios, enquanto dormes em meus laços o maior perigo do universo. Quero retratar-te quando te escondes nu entre minha língua e teus limites, ser o calor nas tuas entranhas, estranhas, que buscam aplacar a sede secular com o meu salivar. Quero tornar-te máximo múltiplo incomum quando permaneces à porta dos meus segredos e guardar-te à minha sombra frondosa para acalentar-te os brios com as mais preciosas brisas, fazer-te santo, casto e devasso. Quero abraços dos teus braços que me enfraqueçam e fortaleçam-me em segundos, frações de instantes, que me libertem do sufoco oco instalado nos meus vãos. Vorazes as vozes que poderá nos revelar no beijo perfeito que te darei antes de partir deste lugar, mas não te aflijas, não sofras com o torpor das multidões, no paraíso das nossas escuridões mínimos serão os lampejos, mas saberemos as sendas mais belas, os passos mais precisos e no fim, lá no fim que não esperamos, seremos eternos. Amém.

domingo, abril 08, 2007

Sozinhez

Queria descobrir o mundo
escondido sob o teu paladar
desfazer os enlaces que
contornam os teus entornos
libertar a madrugada presa
em tuas vontades e
dar-te a luz

Ensejaria derreter o concreto
dos muros que te circundam
fertilizar o barro preto
em teus caminhos com sonhos,
solavancos, lágrimas e
levar-te a calma

Necessitaria incendiar os lençóis
revoltos sob tuas manhãs
escancarar as janelas
dos teus olhos fixos
cheios de perigos sutis e
revelar-te belos horizontes

Precisaria clarear os vultos
no breu da tua boca aberta
no princípio do gozo
derrubar o silêncio
entre o teu e o meu peito
descansar rígido e intenso no espelho
daquela paisagem e
bruxulear-te as velas de outro desejo

Apeteceria relembrar o arrepio
do meu corpo sobre o teu prazer
deslizar por entre teus dentes
no mesmo instante que o pratear da
lua viesse brilhar-nos uma passagem infinita
não esquecer o gosto dos teus toques e
sorver-te na tintura dos vinhos invisíveis

Buscaria compreender os labirintos
desenhados entre as estrelas do teu universo
navegar as marés que vagam
em teus mares, imprecisos e particulares
trilhar os sulcos sobre tua face e
fazer-te acreditar que nesta nossa vida
só a verdade pode libertar

(a tua distância ecoa nos vãos das minhas saudades)